Neste dias, em que todos andamos à volta do pinheiro, do presépio e na leviana corrida aos presentes (exagerados), eu partilho da tua calma meu mar amado, mesmo quando todos se dirigem a ti como um animal furioso que levanta as sua garras, no alto das suas enormes e fortes ondas.
Sabes que tudo em ti acho de invulgar beleza desde a cor verde esmeralda, ao cinza dos teus dias menos simpáticos e próprios do mês do ano.
Então, ficar a contemplar-te é tão reconfortante que me apetece ver-te todos os dias (apesar da distancia que nos separa). Em mim tens a capacidade transformar o (feio em bonito), algo que noutro ponto não encontro, mesmo quando me abraças, com as tuas enormes ondas como se uma lufada de ar puro nos meus pulmões entrasse..
Mar amado, obrigada por me receberes sempre de abraços abertos mesmo quando a tua sala está cheia de expectadores exigentes, mesmo assim estás sempre lá para mim, e ficamos ali, só nós os dois... e o tempo pará.
Passem bem